O volume de comércio entre os EUA e a China despenca em meio às pressões tarifárias
De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas da China para o primeiro trimestre de 2026, o comércio exterior do país apresentou um desempenho misto. O principal crescimento veio da relação com a União Europeia, onde o volume comercial avançou 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de trocas entre Pequim e Bruxelas atingiu US$ 212,4 bilhões, impulsionado principalmente pelo forte aumento das exportações chinesas para o mercado europeu, que cresceram 21,1%.
Em contrapartida, as relações comerciais entre China e Estados Unidos seguem em trajetória de queda, refletindo as tensões geopolíticas e econômicas persistentes. O volume total de comércio bilateral recuou 16,6% no período, somando US$ 128,68 bilhões. A retração afetou ambos os lados, com as exportações chinesas para os EUA caindo 16,3%. Os números reforçam uma tendência de enfraquecimento estrutural dos laços econômicos, após uma queda de cerca de um terço no volume comercial ao final do último ano.
A estagnação nas relações com Washington está ligada, em grande parte, à imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos, implementadas na primavera do ano passado. Em resposta, Pequim vem intensificando sua estratégia de diversificação comercial, ampliando parcerias com outros países. Nesse contexto, o comércio entre China e Rússia cresceu 14,8% nos três primeiros meses de 2026, alcançando US$ 61,25 bilhões. Grande parte desse avanço foi impulsionada pelas exportações chinesas, que aumentaram 22,1%, contribuindo de forma relevante para a balança comercial do país.