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17.07.2026 06:06 PMÀ primeira vista, tudo parece tranquilo: o S&P 500 avança pelo segundo pregão consecutivo, a inflação está desacelerando mais rapidamente do que o esperado e os traders de Wall Street reduziram significativamente as apostas em um aperto monetário pelo Fed. Por trás do rali, porém, há fatores que moderam esse otimismo.
Os preços ao produtor subiram 4,7% na comparação anual em junho, abaixo do consenso do mercado. A queda dos custos de energia aliviou as pressões inflacionárias, os rendimentos dos Treasuries recuaram e os mercados monetários passaram a projetar uma alta da taxa básica de juros apenas para o fim do ano (não antes de dezembro). Os comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, de que o boom dos investimentos em inteligência artificial exercerá pressão de alta sobre os preços foram interpretados pelo mercado como mais uma justificativa para manter os juros inalterados em julho. Acesse o link para mais detalhes.
O índice do dólar dos Estados Unidos (USDX) encerra a semana consolidando-se próximo de um importante suporte de curto prazo em 100,49 (EMA de 200 períodos no gráfico de 4 horas), após uma forte queda provocada por dados de inflação norte-americana abaixo do esperado. O CPI mensal recuou 0,4% — a maior queda mensal desde abril de 2020 —, o CPI anual desacelerou de 4,2% para 3,5%, e o PPI também ficou abaixo das expectativas, uma combinação que os mercados interpretaram como justificativa para uma pausa do Fed.
Esses indicadores reduziram a probabilidade de uma alta de juros em julho para cerca de 10%, segundo o CME FedWatch, e o dólar recuou mais de 1% em duas sessões. Economistas alertam que essa queda pode ter sido exagerada, já que os riscos geopolíticos no Oriente Médio e a relativa resiliência da economia dos Estados Unidos mantêm viva a possibilidade de uma recuperação da moeda. Acesse o link para mais detalhes.
Os preços ao consumidor nos EUA caíram acentuadamente em junho, registrando a maior queda mensal em seis anos, o que reduziu ligeiramente a pressão sobre a Reserva Federal e diminuiu as chances de novos aumentos imediatos nas taxas de juros.
O IPC caiu 0,4% em relação ao mês anterior (consenso: -0,1%; maio: +0,5%). A inflação geral desacelerou para 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior (consenso: 3,8%; maio: 4,2%). O núcleo do IPC (excluindo alimentos e energia) subiu 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior (consenso: 2,8%; maio: 2,9%). Acesse o link para mais detalhes.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.


