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UE adverte contra a expectativa de uma resolução rápida para a crise dos combustíveis

UE adverte contra a expectativa de uma resolução rápida para a crise dos combustíveis

Em 9 de abril de 2026, a representante da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, afirmou que uma solução rápida para a atual crise de combustíveis é ilusória. Segundo a agência TASS, a instituição recomenda que governos e mercados se preparem para um período prolongado de elevada volatilidade no setor de energia. O principal fator por trás dessa instabilidade continua sendo a forte dependência da União Europeia de rotas marítimas críticas no Oriente Médio, cuja segurança está cada vez mais ameaçada.

Dados da Comissão Europeia indicam que cerca de 40% do combustível de aviação importado pela região passa pelo Estreito de Ormuz. A crise de navegação nessa área representa um risco direto para o funcionamento estável do setor de transportes nos países-membros. Além disso, a diversificação das rotas logísticas exige tempo e implica uma reestruturação significativa das relações comerciais internacionais já estabelecidas.

Essa dependência também se estende a outros hidrocarbonetos. O gás natural liquefeito representa 8,5% das importações por essa rota, enquanto outros 7% do petróleo importado dependem da passagem segura de embarcações pelo Golfo Pérsico. Diante do atual cenário geopolítico e das limitações das rotas alternativas, uma queda rápida nos preços dos combustíveis na Europa torna-se improvável.

A Comissão Europeia também reconheceu dificuldades em estabelecer prazos concretos para a eliminação total da dependência de recursos energéticos russos. Isso inclui não apenas petróleo e gás, mas também combustível nuclear utilizado em usinas. Como consequência, a divulgação de um plano para proibir as importações de petróleo russo foi oficialmente adiada. A discussão, inicialmente prevista para 15 de abril, foi postergada por tempo indeterminado pela liderança do bloco.

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