Bancos centrais reduzem reservas em dólares americanos e ienes em favor do yuan chinês
O fortalecimento do yuan leva os bancos centrais globais a reconsiderarem ativamente a estrutura de suas reservas cambiais, que somam US$ 13 trilhões. Os órgãos reguladores estão realocando o capital disponível, afastando-o do dólar americano, iene japonês, libra esterlina, franco suíço e dos dólares australiano e canadense. Desde o verão de 2025, o yuan se valorizou 6% em relação à cesta de moedas de referência do Banco Popular da China. O dólar americano se desvalorizou 8% em relação ao yuan, enquanto o iene japonês despencou 21% em relação à moeda chinesa.
Confiabilidade em um contexto de exportações robustas
O yuan vem atuando cada vez mais como um ativo de refúgio em períodos de disputas comerciais e conflitos militares no Oriente Médio. Os investidores estão optando pela moeda chinesa, apesar do rigoroso controle governamental sobre a circulação de capitais e da ausência de uma taxa de câmbio livremente flutuante. A confiança no yuan é reforçada pelo comércio exterior estável: a receita líquida mensal da China com exportações ultrapassa US$ 100 bilhões. Além disso, o par dólar/yuan mantém firmemente o terceiro lugar no mundo em volume de negociação, atrás apenas dos pares envolvendo o euro e o iene.
Potencial para novos fluxos de capital
* Participações atuais nas reservas globais: o dólar americano detém 57%, o euro representa 20%, enquanto a libra esterlina e o iene * japonês representam 5% cada.
* Posição do yuan: os ativos chineses representam 2% das reservas globais, valor comparável ao do Canadá e da Austrália.
* Perspectivas de expansão: mesmo uma pequena redistribuição das carteiras dos bancos centrais poderá provocar um influxo substancial de capital para o sistema financeiro chinês e apoiar uma nova valorização do yuan.