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Ouro renova máximas históricas em meio à turbulência no Irã e às incertezas sobre o Fed

Ouro renova máximas históricas em meio à turbulência no Irã e às incertezas sobre o Fed

Os preços do ouro dispararam para níveis recordes durante o pregão asiático de segunda-feira, impulsionados pela escalada da instabilidade no Irã, pelo aumento da pressão política sobre o Federal Reserve e por dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos — fatores que reforçaram a busca por ativos de proteção.

O ouro à vista avançou cerca de 2%, atingindo a máxima histórica de US$ 4.601,17 por onça troy. Na sequência, os ganhos perderam força, com o metal reduzindo a alta para aproximadamente 1,5% e sendo negociado em torno de US$ 4.574,01. Já os contratos futuros de ouro nos EUA subiram 2,5%, para US$ 4.612,04 por onça.

Na última semana, o metal precioso acumulou valorização superior a 4%, sustentado pela demanda consistente por ativos de refúgio em meio às fortes tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.

Outro fator de suporte foi a intensificação dos confrontos sociais no Irã. Relatos indicam que mais de 500 pessoas teriam morrido em protestos contra o governo, elevando os temores dos investidores quanto a uma possível escalada da instabilidade regional.

A situação se agravou ainda mais após Teerã alertar para a possibilidade de ataques a bases militares americanas caso o presidente Donald Trump intervenha em apoio aos manifestantes. No domingo, Trump afirmou que os acontecimentos estão sendo tratados “com muita seriedade” e que as Forças Armadas avaliam diferentes cenários.

O ouro também foi beneficiado pela incerteza política nos Estados Unidos, depois que o Departamento de Justiça emitiu intimações relacionadas ao Federal Reserve. O presidente do Fed, Jerome Powell, confirmou que o banco central recebeu notificações de um grande júri ligadas ao seu depoimento no Senado, o que reacendeu preocupações sobre a independência da instituição e abalou a confiança dos mercados.

Esse conjunto de fatores pressionou o dólar, tornando o ouro mais atraente para investidores que operam em outras moedas e reforçando o movimento de alta do metal precioso.

Os dados econômicos também contribuíram para o rali. Na sexta-feira, o relatório de emprego mostrou que os setores público e privado dos EUA criaram apenas 50 mil vagas em dezembro, abaixo da expectativa de 66 mil. A taxa de desemprego recuou para 4,4%, ligeiramente abaixo da projeção de 4,5%.

Os números confirmaram sinais de desaceleração no mercado de trabalho americano e fortaleceram as apostas de que o Federal Reserve poderá manter uma política de afrouxamento monetário ao longo de 2026, oferecendo suporte adicional à demanda por ouro.

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