Trump cobra redução nos preços da gasolina e ameaça tomar medidas
O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre os varejistas de combustíveis, exigindo uma redução imediata dos preços nas bombas em meio à queda das cotações globais do petróleo. Em publicação na plataforma Truth Social, ele alertou as empresas contra aumentos artificiais nos preços da gasolina, ameaçando com “grandes problemas”, e indicou como meta um valor próximo de US$ 2,50 por galão. Trump também criticou as autoridades da Califórnia e defendeu a eliminação dos elevados impostos regionais.
Anteriormente, a Casa Branca orientou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a investigar possíveis práticas de conluio na formação de preços entre as grandes companhias petrolíferas. A queda dos preços do petróleo ocorreu em junho, após um acordo de paz entre Washington e Teerã que desbloqueou a navegação pelo Estreito de Ormuz e reabriu o caminho para o fornecimento de petróleo do Oriente Médio.
Como resultado da desescalada das tensões, o Brent retornou aos níveis observados antes do conflito. Os contratos futuros da gasolina nos Estados Unidos recuaram para US$ 2,844 por galão, embora ainda permaneçam acima das médias anteriores, apesar da trégua e das novas rodadas de negociações com o Irã.
Especialistas associam a pressão de Trump sobre o setor de combustíveis às críticas dirigidas à sua administração devido ao aumento do custo de vida, bem como à aproximação das eleições legislativas de meio de mandato de novembro para o Congresso dos Estados Unidos.