A inflação na Alemanha acelera para 2,9% em agosto, em meio ao aumento dos custos com energia
A inflação ao consumidor na Alemanha acelerou para 2,9% na comparação anual em agosto de 2026, ante 2,8% em julho, informa a Bloomberg. O resultado foi o mais alto desde abril, embora tenha ficado ligeiramente abaixo da previsão mediana dos analistas, de 3,1%. Segundo a Bloomberg, o setor de energia é a principal fonte de pressão sobre os preços: os preços dos combustíveis e das commodities permanecem elevados diante da ausência de uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio.
A aceleração na Alemanha, maior economia da zona do euro, reflete uma tendência mais ampla na Europa: espera-se que a inflação da zona do euro suba para 3,3% em agosto. Dados do Departamento Federal de Estatística da Alemanha (Destatis) mostram que a pressão altista sobre os preços no mercado alemão vem se intensificando há três meses consecutivos — de 2,4% em junho para 2,8% em julho, aproximando-se da marca de 3% no fim do verão.
Especialistas do Bundesbank, no entanto, alertam para o risco de que as expectativas de inflação permaneçam persistentemente elevadas. O regulador prevê que a inflação na zona do euro poderá superar a meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) mesmo após o fim da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.